Mostrando postagens com marcador Silent Hill. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Silent Hill. Mostrar todas as postagens

A cidade sombria (Capítulo 5 Morte)

Classificação: 16+

Joseph arregalou os olhos, seria aquilo uma brincadeira? O quê estava acontecendo afinal?

- KARAAAAAAA! - berrou Joseph
Todos os gritos, todos os urros de dor calaram-se, tudo parecia ter se silenciado.
O ar se eletrifica. O vento se acelera.
Os chãos, as paredes, tudo ao redor de Joseph parecia estar se descascando, demonstrando por baixo da "casca" uma cor marrom-ferrugem.

A atmosfera que estivera pesada agora parecia estar muito pior. O rádio começa a chiar, Joseph ainda no chão, se levanta, algo está se aproximando...
Roupas sujas de sangue e com o papel que anunciara sua morte na mão, Joseph olhava atônito para o vulto que pouco a pouco se aproximava.

- Huh... o quê!?
Joseph agora tremia, o papel que anteriormente dizia: "Joseph Sullivan, esta será sua última noite de vida." agora apresentava as inscrições:

Photo
Yarn
Rotten meat
Ant
Medicine
Interests
Dad
Ham
Earning
Archer
Demon

Eram palavras soltas no papel, não havia sentido algum, o que um remédio (Medicine) tem a ver com presunto (Ham)?
Joseph não podia pensar nisso agora, o "vulto" já estava próximo.
O corpo parecia com o de um humano mas lhe faltava a cabeça. Tinha no lugar uma espécie de metal em forma de triângulo, uma cor vermelho-sangue bem forte. Com a mão esquerda arrastava uma longa espada, enquanto que, com a mão direita, arrastava algo desconhecido.

Joseph arriscou olhar para o objeto desconhecido que a criatura trazia consigo, parecia com uma cabeça humana. O corpo de Joseph estava paralisado, ele não conseguia tirar os olhos do misterioso objeto.

- Ka...

Os únicos sons audíveis eram os chiados do rádio de Joseph e o arrastar da longa espada da criatura.

- Ka...

A pouco menos de dois metros da criatura, Joseph finalmente pôde ter certeza do que estava vendo.
Na mão direita da temível criatura, segurada pelo cabelo e com o corpo esfolado estava uma pessoa, a quem Joseph conseguiu reconhecer.

- Ka... Ka-ra... - sibilou Joseph, enquanto caía de joelhos aterrorizado.

A cidade sombria (Capítulo 4 Revelações)

Classificação: 16+

"Como assim ela sabe porque estou aqui?
Nem eu mesmo sei. Essa é realmente a Kara?"
Joseph estava confuso.
- Você é um pecador Joseph. Está aqui pra pagar os seus pecados. - disse friamente Kara.
- O que você disse?
- Essa cidade te escolheu, você vai ser julgado aqui.
- Mas.. o que eu fiz!?
Kara caminhou pra perto de Joseph, segurou no colarinho de sua camisa com força e disse:
- Você não sabe!? NÃO SABE? Não seja cínico.
- Me perdoe, eu realmente não sei. Não sei o que está acontecendo. Kara, você viu lá no bar...
- Vi o quê? Sua loucura? Joseph você estava se flagelando com um pedaço de vidro!
- Não! O Ben, ele estava mudado, ele me atacou!
- Acorda! Não tinha ninguém lá, você está precisando se tratar... Já faz dois meses que você está desaparecido Joseph. Eu estava preocupada, te procurei em todos os lugares e finalmente te encontrei aqui. Eu quero te ajudar, mas você precisa querer isso também.
- Me solte - disse Joseph - eu disse pra me soltar!
Kara soltou-o, fez uma careta e virou-se.
- Você quem sabe, Joseph.
Joseph pegou seu casaco, vestiu-o e saiu pela porta.
- Ela não é a Kara - disse pra si mesmo.
O clima da cidade estava mais pesado do que nunca. A escuridão havia consumido toda a cidade.
Joseph ligou a lanterna e caminhou a passos largos por uma rua que parecia nunca acabar.
Silent Hill era uma cidade cheia de becos, alguns sem saída, outros que levavam a partes mais obscuras da cidade. Não importava por onde você passava, sempre havia um beco ali.
Sons, gritos de agonia e horror vinham desses becos. Joseph preferia não escutar, mas não podia.
O rádio que ele carregava consigo, algumas vezes, estranhamente, emitia alguns ruídos, mesmo estando desligado.
Os ruídos estavam aumentando, Joseph acelerava o passo. Ruídos cada vez mais altos.
Joseph fechou os olhos e começou a correr, colocou as mãos sobre os ouvidos e seguiu sem rumo.
Correu alguns metros até que escorregou em uma espécie de líquido e caiu.
Ao abrir os olhos percebeu que escorregara em sangue, espalhado por toda a rua.
No meio daquela poça vermelha, havia uma carta.
Joseph engatinhou até ela e a pegou.
Abriu vagarosamente o papel, seus olhos se arregalaram, seu coração parou.
Podia-se ler, escrito em uma caligrafia antiga:

"Joseph Sullivan, esta será sua última noite de vida."

A cidade sombria (Capítulo 3 Lembranças)

Classificação: 16+

A visão não era nada agradável.
Joseph estava paralisado observando a horrorosa cena.
A sua frente estava Ben, o antigo dono do bar, emcima de dezenas de corpos mortos,
ingerindo suas carnes e bebendo seu sangue.
Ben era conhecido como "O Nojento", sua história começou a muito tempo atrás...

"Era inverno em Silent Hill, os homens da cidade iam ao Ben's Pub tomar um whisky para
se esquentar. Entre esses homens estava Joseph, acompanhado de um senhor de meia-idade
vestindo um sobretudo preto, com uma vasta cabeleira cor de mel, seu pai.
Ben não era uma pessoa sadia, tanto fisicamente quanto psicológicamente. Seus trajes
deixavam a desejar, imundos, rasgados. Barba por fazer e um sorriso cafageste no rosto,
esses eram sua marca registrada. Ele visava apenas o lucro por lá, não importava se uma
pessoa estava prestes a morrer e continuasse bebendo, contanto que ela pagasse. Essa
sua ambição o enlouqueceu.
Casos de doenças e infecções começaram a rondar o Ben's Pub. Depois de uma investida da
polícia descobriram que Ben misturava urina nas bebidas para aumentar o rendimento
delas.
Ben ficou preso por 15 anos."

Joseph procurou sair do bar com cautela, para não ser percebido.
Apagou a lanterna, deu dois passos para trás, colocou a mão na maçaneta, mas...
- O quê!? - gritou Joseph
Havia uma maçaneta, porém não havia porta, apenas uma grande parede.
- Impossível!
Os gritos chamaram a atenção de Ben que virou-se para o lado de Joseph.
Seu rosto estava completamente deformado, cheio de sangue e com costuras por toda a superfície.
- Ahh... - gemeu Ben.
Joseph desviou o olhar, neste instante ele avistou a porta.
- Mas... como? Como a porta foi parar lá?
Ben se aproximava cada vez mais, para chegar à porta Joseph teria que passar por ele.
Fechou seus olhos com força e se jogou em cima do desfigurado Ben.
Pôde sentir o pútrido cheiro que vinha de seu corpo e o sangue que preenchia seu
rosto.
Ben o segurou, Joseph não tinha pensado em nada quando cometeu este ato, queria apenas
sair dali.
- NÂO! NÃO!
Joseph berrava, se contorcia, Ben o segurava cada vez com mais força.
- Ahhhhh... Uhhh.. ggg - grunhia Ben, por mais que se tentasse, não dava pra entender
uma só palavra do que ele dizia.
De repente Ben abocanhou o ombro de Joseph que urrava de dor.
- Sonho, sonho, sonho, por favor! - rezava Joseph para que isto fosse apenas mais um
pesadelo.
Ben tirou um pedaço da carne de Joseph, que não aguentou e desmaiou em seguida.


- Joseph, acorde.
Ainda parecia noite, sempre parecia noite naquela cidade.
- Huh?
Joseph vagarosamente foi acordadando.
- Foi um sonho? Onde estou? Quem é você?
- Uma pergunta de cada vez - dizia a voz de uma mulher vindo do outro lado da sala.
- Primeiro, não, isso não foi um sonho.
Joseph apalpou o ombro, que agora estava enfaixado, marcas de sangue ainda eram
visíveis no pano.
- Segundo, não sei onde estamos e terceiro... - a medida que ela foi falando, se virou
para o lado de Joseph, para que ele pudesse vê-la.
- Meu Deus... - espantou-se Joseph.
- ... sou eu, Kara! - disse a mulher revelando-se.
Cabelos longos e pretos, trajava uma calça jeans e uma camiseta branca, lábios finos e
olhos castanhos.
- O que você faz aqui? - perguntou Joseph.
- Esqueceu-se dos bons modos, não vai me agradecer primeiro?
- Desculpe, ainda estou meio atordoado...
- Não se faça de bobo, sei porque você está aqui Joseph, e isso não é nada bom...


Autor: Randoman

A cidade sombria (Capítulo 2 Medo)

Classificação: 16+

As chamas consumiam todo o aposento, agarrado ao relógio, Joseph não se conteve e pôs-se a chorar. Podia sentir o calor sufocante que o incêndio causava. Seus pés agora estavam em chamas, Joseph batia com as mãos tentando abafar o fogo, mas seu esforço era em vão. O fogo agora consumia seu corpo por inteiro. Gritos de terror saiam de sua boca. Ele se contorcia, queria gritar mais, porém não tinha mais voz, enquanto sentia seus olhos queimarem pôde notar um fato um tanto quanto estranho.
Paredes, chão, teto, ele próprio, tudo estava sendo devorados pelas chamas, porém aquele velho relógio ali do seu lado permanecia intacto. Nenhuma mancha de queimado. Depois disso Joseph apagou. Seu corpo permaneceu em chamas pelo resto do dia, até que ao anoitecer uma forte chuva apagou o incêndio da casa.

Era tarde da noite, faltavam poucas horas pro sol nascer e ali no meio de uma rua da cidade de Silent Hill, encontrava-se um corpo. Era um rapaz jovem, de no máximo uns 25 anos. Tinha os cabelos loiros e estatura média, portava consigo uma lanterna e um pequeno rádio. Seus olhos negros refletiam a luz das estrelas. Ele tinha acabado de acordar.
-Foi um pesadelo, só isso... - dizia a si mesmo, Joseph.
-Eu só queria...
Joseph se levantou com dificuldade, pegou o rádio e a lanterna e os guardou no bolso do casaco. Colocou uma das mãos sobre a cabeça:
-Se Kara estivesse aqui comigo, isso talvez fosse mais fácil...
Joseph estava com medo. Pela primeira vez em sua vida esse sentimento o assustava.
Medo de nunca mais encontrar seus amigos, família. Medo do desconhecido. Medo de morrer.
Enquanto caminhava pelas ruas da cidade, Joseph escutou um barulho. Vinha de um bar proximo, o Ben's Pub.
Ele acendeu sua lanterna, a atmosfera da cidade era um tanto quanto sombria.
Faça chuva ou faça sol a cidade jazia numa escuridão eterna, uma névoa indissipável dificultava a visão de quem por ali passava.
Imerso dentro de um pesadelo real, Joseph caminhava rumo ao bar, empunhando tremulamente sua lanterna, ele então abre a porta...
-Não! Não! Você...!?


Fanfic 03 - A cidade sombria (Capítulo 1 Prólogo)

Classificação: 16+

Calmas brisas anunciavam o alvorecer.
O céu sem nuvens indicava um lindo dia.
Joseph estava de pé, ali em frente à porta. Todo esse clima de paz parecia não afetá-lo.
Ele permanecia sério, imóvel. Mãos na maçaneta, trêmulas.
Foi então que uma lágrima escorreu de seus olhos, que pareciam não piscar.
Joseph estava distante. Seu corpo estava ali mas sua alma passeava por entre as dimensões, em busca de algo que não poderia encontrar.
Um forte estalo por detrás da porta fez com que Joseph voltasse à si. Com um pulo ele afasta-se dela.
- Onde estou? - se pergunta, atordoado.
Ele estava em um quarto, a leve brisa entrava pela janela fazendo chacoalhar as cortinas. A cama ligeiramente arrumada e um abajur com uma luz bem fraca chamavam a atenção de Joseph. Mas o mais estranho nesse quarto era a decoração, a disposição dos objetos. Tudo parecia ter sido feito à séculos atrás, porém estavam impecavelmente novos.
Joseph caminhou cautelosamente até a porta, colocou suas mãos sobre a maçaneta e a girou.
A porta rangia a medida que era aberta. O aposento a frente era todo escuro, as janelas permaneciam fechadas e a única coisa que podia se enxergar era um velho relógio.
Enquanto ele olhava curioso o estranho aposento, a porta impetuosamente se fechou, deixando-o no breu.
Joseph sucessivamente apalpava seus bolsos em busca de alguma coisa que pudesse fornecer luz. O ar parecia esfriar cada vez mais e mesmo com as janelas lacradas podia-se sentir um vento batendo de leve nas pernas... Click! Ele acendeu um isqueiro. O lugar em que Joseph estava agora era completamente diferente de onde estivera a poucos segundos. O chão era vermelho sangue e continha inúmeros furos, as paredes estavam descascadas, rabiscadas com pentagramas e marcas de sangue. Joseph estava começando a se sentir mal com esse clima, suava muito. A luz fraca do isqueiro estava quase apagando e ele não queria ficar no escuro num lugar como aquele. A única coisa memorável naquele aposento era o grande relógio no final do corredor. Ao avistá-lo Joseph entrou em choque, a luz do isqueiro ficava cada vez mais fraca. Foi aí então que, num ato impensado, ele ateou fogo em uma pequena cadeira que estava próxima a ele. O fogo cresceu ferozmente, iluminando o aposento quase que por completo. A sala era completamente fechada, a única saída era a porta por onde ele tinha entrado, que nesse instante parecia não existir, Joseph tentou inutilmente conter o fogo que se alastrava cada vez mais. Percebeu tarde o erro que cometera. O aposento agora ardia em chamas e o único lugar seguro, no momento, era o corredor do relógio. Temendo por sua vida Joseph correu para lá, porém as chamas pareciam perseguí-lo... Gritos de horror ecoavam pelo aposento e não eram os de Joseph.

Autor: Randoman
Série: Silent Hill

O site pode apresentar problemas de visualização em navegadores
Internet Explorer 5 e 6. Melhor visualizado em Internet Explorer 7 e Mozilla Firerox.